terça-feira, 6 de outubro de 2020

 


ANTONIA

Vozes cruzadas de uma mãe – estilhaços de tempos distintos – acompanham dois momentos fundamentais na vida de seu filho: o primeiro dia de aula e o leito de morte. “Antonia”, desta forma, propõe uma reflexão acerca do feminino, da maternidade e do amor.

Texto de Carlos Hee 

Direção: Joaquim Gama 

Com Dione Leal e Elen Londero 

Concepção Musical: Gustavo Dall’Acqua e Rodrigo Londero 

Fotos: André Stefano 

Videomaker: Jones Gama 

Apoio Técnico e Artístico: Claudio Valente

Curadoria: Bartholomeu de Haro

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Mostra Cultural Expressões da Leste

 

A Mostra cultural Expressões da Leste, é uma ação cultural voltada para a manifestação artística de profissionais e coletivos da Zona Leste de São Paulo. O evento que tem produção da De Haro Produções Artísticas e Cia Veneno do Teatro em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura contemplará apresentações teatrais, musicais e performances de grupos constituídos na cena teatral, e de artistas populares da região. Serão realizadas 30 apresentações artísticas no formato online, com atendimento direto a mais de 130 artistas da região. Cultura em casa!



























Circulação Teatral Zona Leste | 2019

 

Circulação e mostra de espetáculos teatrais pela Zona Leste de São Paulo nos equipamentos da Prefeitura Municipal de São Paulo. Grupos e coletivos com renome na cena cultural paulistana que compõem o projeto: Cia Veneno do Teatro, Cia Mapinguary, Cia Zózima e Andar 7, Cia Malas Portam e Cia de Teatro Os Satyros

Locais: CEUs (Sapopemba, Vila Formosa, Curuçá, Três Pontes, Itaquera), Casas de Cultura, Centros Culturais da Penha e Vila Formosa. Coordenação de projeto e curadoria: DE HARO Produções Artísticas.

·         24 sessões de espetáculos.

 

Los Brincantes (Cia Malas Portam) 

espetáculo infantil/ teatro - 06 sessões



O espetáculo “Los Brincantes” traz uma releitura de brincadeiras, canções e cantigas típicas da cultura latino-americana, recheadas de muita sonorização, expressão corporal e interação com o público, em que os participantes deixam de ser meros espectadores para se tornarem todos autênticos “brincantes”. 

Iracema Via Iracema (Agrupamento Andar 7 e Cia Sinhá Zózima) 

Performance teatral - 04 sessões



Projeto de intercâmbio entre a Trupe Sinhá Zózima, que pesquisa o ônibus urbano como espaço cênico, e o Agrupamento Andar 7, que desenvolve pesquisas estéticas e conceituais em diferentes suportes: vídeo arte, instalação, cinema e performance.

Iracema via Iracema é um projeto de investigação cênica de uma peça multimídia a partir do texto homônimo da autora cearense Suzy Élida de Almeida. Para dar mais atmosfera às histórias da personagem são utilizadas projeções mapeadas, como numa espécie de simulador.

O espetáculo que acontece dentro de um ônibus urbano parado, relata a história de vida de Iracema: ex-mulher, ex-trabalhadora rural, ex-mãe, ex-religiosa, ex-empregada doméstica, ex-moradora de rua, ex-avó, ex-usuária de crack e ex-cidadã que larga tudo para viver dentro do ônibus!

 

Todo sacrifício feito em seu nome (Cia Andar 7) 

espetáculo adulto/teatro - 02 sessões


A peça apresenta a personagem Verônica, presa pelo regime repressor de seu país que vaga, entre lembranças desfiguradas, à procura do filho recém-nascido. A peça tem como referência mães torturadas, que foram separadas de seus filhos pela ditadura militar brasileira (1964 -1985).


Musical Mapinguary (Cia Mapinguary) 

infantil - 10 sessões



O espetáculo musical de contação de histórias, apresenta um passeio por mitos, lendas e contos do Brasil e de outros países, com bonecos grandes, performance, interação com a plateia e muita imaginação. Nesse espetáculo a Cia mescla seu repertório musical pelo mundo das histórias. As músicas são autorais e convidam o público, a imaginar e viajar por vários lugares, interagindo, com histórias populares, parlendas, cantigas, monstros lendários e contos de fadas.

Africontos (Cia Mapinguary)



Africontos é um espetáculo de Contação de Histórias que uni, contos e música. Com as pesquisas, aCia preparou histórias que valorizam a cultura do povo africano. No repertório “Jesuína e a Cabaça Encantada”, uma lenda Afro-Brasileira, de como surgiu o berimbau; “A Lenda do Tambor Africano”, conto popular de Guiné Bissal; “Bojabi a Árvore Mágica”, narra a história de uma misteriosa árvore, em seguida a história de “Ananse e o pote de sabedoria” e “Noite de Saci” narrada com bonecos. Ao final a apresentação do boneco “Chibamba”, que vem para cantar sua história com música e movimento.

A quase Morte de Zé Malandro (Cia Mapinguary) 



Colombina e Pierrô são as únicas atrações de um pequeno circo prestes a fechar. Ao acolher um contador de histórias, Palhação, dono do circo, descobre mais que uma atração, descobre que uma boa história pode tanto salvar o circo como encantar o “excelentíssimo público”. Espetáculo baseado no conto popular recolhido e recontado por Ricardo Azevedo em seu livro "Contos de Enganar a Morte" a história acontece sobre uma empanada com catorze fantoches (bonecos de luva) e varas, inspirado no Teatro de Mamulengos. O espetáculo é dinâmico com viola e violão tocados ao vivo pelos manipuladores-músicos que ora tocam, ora dão vida aos personagens.

 

Todos os sonhos do mundo (Cia teatral Os Satyros)

Teatro - 02 sessões

Para celebrar 30 anos de carreira, o ator e dramaturgo Ivam Cabral decidiu levar à cena seu primeiro solo/recital, no qual mescla relatos sobre sua formação pessoal e artística, sua origem em Ribeirão Claro (pequena cidade da região norte do Paraná) e suas andanças pelo mundo com sua companhia, Os Satyros.Traz, pela primeira vez, o fundador dos Satyros sozinho em cena, em uma grande exposição dos sentidos da vida pelo olhar lírico.

Jornada Cultural Zona Leste | 2017

 

A Jornada Cultural da Zona Leste | 2017 foi uma circulação e mostra de espetáculos teatrais pela Zona Leste de São Paulo nos equipamentos da Prefeitura Municipal de São Paulo. Além destes espaços pretendemos realizar apresentações em praças públicas e intercâmbio de plateias no Polo Cultural da Praça Roosevelt no centro da cidade, oferecendo programação de ponta para todas as faixas etárias (infantil, infanto-juvenil e adulto). Grupos e coletivos com renome na cena cultural paulistana que compõem o projeto: Cia Veneno do Teatro, Grupo Chicote de Língua, Cia Zózima e Andar 7, Cia Mapinguary, Cia de Teatro Os Satyros, Costa Senna (cordel), Real Periferia e Produção CAO. Além dos espetáculos foram realizados intercâmbios para as comunidades com dificuldade de acesso cultural.

20 sessões gratuitas.

Confere a programação:

As Três Marias (Grupo Chicote de Língua) 

espetáculo infantil/ teatro - 02 sessões


O espetáculo parte do universo de três meninas que vivem em uma vila alagada. As três Marias, Maria Faminta, Maria Alegria e Maria Melancolia passam o dia esperando a mãe voltar do outro lado da linha do trem.

Sobre Bichos e Monstros (Cia Mapynguari) 

musical - 05 sessões      


Narração de Contos tradicionais com movimento e música: "Maria Borralheira", "O Homem do Saco"; Com manipulação de bonecos "O Marido da Mãe D’Água". Parlendas e cantigas alegram o enredo. No final o boneco do Mapinguari,(monstro lendário da Amazônia, surge para contar sua história).

Cantigas Rimas e Versos com Costa Senna

Show lítero-musical - 01 sessão           



Músicas e textos de contextos variados: poesias, versos, rimas, métricas e sons compõem a performance conceitual do eclético Costa Senna e seu grupo UnirVersos. Cantando ou declamando suas composições, criam um universo artístico que mistura literatura de cordel, humor e MPB,com temas sobre ecologia, etnia, mulher, ética e cidadania, regionalismo e o social: sem perder a ternura da cultura popular brasileira.

Iracema Via Iracema (Agrupamento Andar 7 e Cia Sinhá Zózima) 

Performance teatral - 04 sessões


Projeto de intercâmbio entre a Trupe Sinhá Zózima, que pesquisa o ônibus urbano como espaço cênico, e o Agrupamento Andar 7, que desenvolve pesquisas estéticas e conceituais em diferentes suportes: vídeo arte, instalação, cinema e performance.

Iracema via Iracema é um projeto de investigação cênica de uma peça multimídia a partir do texto homônimo da autora cearense Suzy Élida de Almeida. Para dar mais atmosfera às histórias da personagem são utilizadas projeções mapeadas, como numa espécie de simulador.

O espetáculo que acontece dentro de um ônibus urbano parado, relata a história de vida de Iracema: ex-mulher, ex-trabalhadora rural, ex-mãe, ex-religiosa, ex-empregada doméstica, ex-moradora de rua, ex-avó, ex-usuária de crack e ex-cidadã que larga tudo para viver dentro do ônibus!


Pequeno Cidadão do Futuro (Cia Teatral Os Satyros)

Infanto-juvenil/teatro - 03 sessões


Os Satyros veem desenvolvendo projetos para o público infanto-juvenil há mais de dez anos, realizando espetáculos que se baseiam na alta comunicabilidade com o público, entretenimento e conceitos de "Pequeno Cidadão do Futuro" parte das questões levantadas pela psicanalista Elizabeth Young-Bruhel sobre o preconceito do adulto em relação à criança, o chamado criancismo, e as consequências negativas que estes causam no desenvolvimento infantil.

Construído em cenas curtas que misturam elementos do cotidiano contemporâneo e personagens de contos de fadas, o espetáculo trata de temas relevantes para a criança, buscando ao mesmo tempo proporcionar diversão e reflexão.

Real Periferia

show musical - 02 sessões




Grupo formado no ano de 1999 em Itaquera, Zona Leste de São Paulo.

Integram o grupo os MC’s Rodrigo Siqueira Vulgo Red Loko, Edson Itamar vulgo Pássaro Preto e DJ Elvis. Em 2003 o grupo grava o seu primeiro CD Demo intitulado de Real Periferia É NÓIS NA FITA. O grupo se prepara para lançar seu álbum completo Real Periferia A FÚRIA.


O Corpo da Mulher como Campo de Batalha (de Matei Visniec)

teatro - 03 sessões

Duas mulheres se encontram depois do conflito bósnio*, uma médica norte americana e a mulher violentada e grávida dividem suas histórias e buscam encontrar forças para continuar suas trajetórias. Mulheres que depois da destruição de seus universos sociais e íntimos irão reconstruir um equilíbrio possível.

*A Guerra da Bósnia (de abril de 1992 a dezembro de 1995) foi o conflito mais violento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Gerada por fatores políticos, étnicos e religiosos.

 

 


Temporada de O Veneno do Teatro - CEUs e Centros Culturais da Zona Leste/SP





quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

É ISSO AÍ


MATÉRIA NA FOLHA DE SÃO PAULO


27/12/2012-03h00

Teatros de São Paulo adotam a figura do curador


GUSTAVO FIORATTI
DE SÃO PAULO

Curadores não são figuras exclusivas das artes plásticas. Ultimamente, também andam dando as cartas no circuito teatral de São Paulo.
Museus investem nas artes dramáticas
A tendência vem ganhando importância, com nomes de peso assumindo a função.
Em 2013, a programação do teatro Geo, em Pinheiros (zona oeste), ficará sob responsabilidade de um dos mais profícuos encenadores de musicais do país, Cláudio Botelho, que também fará residência naquele espaço.

Lenise Pinheiro/Folhapress
O crítico Kil Abreu (à esq.) e o dramaturgo Ruy Filho, curadores de salas de espetáculos em SP

O crítico Kil Abreu (à esq.) e o dramaturgo Ruy Filho, curadores de salas de espetáculos em SP
Isso significa que todas as peças do diretor passam a estrear no mesmo endereço e que outras montagens e shows escolhidos por ele preencherão os "horários alternativos" da sala.
No mesmo bairro, o diretor Ruy Filho se dedicará à direção de um novo teatro, que deverá ser aberto no meio do ano dentro do Centro Cultural Rio Verde.
Ruy diz que sua seleção não deve se pautar somente pela criação de uma identidade de programação. Ele pretende, no cargo, desenvolver um olhar crítico, com recortes "provocativos" e possíveis diálogos entre os trabalhos selecionados.
"A questão mais complexa é estabelecer curadorias em que, quase sempre, o teatro dá prejuízo", afirma. "Mas a figura do curador é importante porque ele pode perceber no artista uma capacidade. Às vezes, o espetáculo nem é tão bom, mas o artista é."
Curadorias também podem criar fidelidade de público, como no Centro Cultural São Paulo, cuja programação de teatro passa a ser assinada, em 2013, pelo crítico Kil Abreu. Ele, no entanto, reclama da falta de recursos para concretizar seu projeto. Diz que o orçamento previsto pela prefeitura para o ano que vem não chega a R$ 400 mil.

EXPANSÃO

Ainda no decorrer de 2013, o ator Dan Stulbach, que há sete anos responde pela curadoria do teatro Eva Herz (situado dentro da Livraria Cultura na avenida Paulista), expandirá essa experiência para cinco teatros da loja em outros Estados.
Ele se responsabilizará pela programação de salas em Salvador, Recife, Brasília e Fortaleza, além de cuidar do novo espaço que a Livraria Cultura abrirá no Rio de Janeiro, em fevereiro.
Ele conta que, no Eva Herz, em vez de cobrar aluguel das montagens, costuma ficar com cerca de 25% da bilheteria. "Vemos os espetáculos como parceiros. Estamos juntos no lucro e no prejuízo".
Para Stulbach, o importante é, por meio da curadoria, "criar uma identidade e estabelecer um diálogo entre o teatro e a cidade".
O Eva Herz recebe cerca de 20 projetos por mês, diz. Além de analisar o material de quem se candidata à pauta, Stulbach garimpa possíveis reestreias entre as temporadas na cidade.
"Procuro juntar espetáculos que dialoguem entre si", explica o curador, tomando como exemplo "Córtex", de Otávio Martins, e "O Andante", de Elias Andreato, que estiveram em cartaz no fim do ano e que ele qualifica como "dois monólogos feitos por atores fortes".
O Sesc é uma referência para todos esses profissionais. Segundo Sidnei Martins, chefe da equipe que seleciona espetáculos para a rede, a pesquisa da instituição para levantar sua programação é feita em território nacional e em festivais estrangeiros.
Para ele, uma boa curadoria deve integrar debates e atividades paralelas. "Isso é uma forma de discutir como a obra pode chegar ao público", afirma.



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A HISTÓRIA DO INCRÍVEL PEIXE-ORELHA

No dia das crianças, 12 de outubro foi inaugurado a programação infatil do Teatro Aliança Francesa com o espetáculo A História do Incrível Peixe-Orelha. É a primeira vez que o teatro recebe produções infantis e já percebemos que as crianças tem gostado muito. Segue mais informações:


A Historia do Incrível Peixe-Orelha
diverte e conscientiza crianças sobre a poluição das águas do planeta

Com ritmo ágil de comédia e música envolvente, a peça tem figurino lúdico e cenário que reproduz o fundo do mar, com espelhos que se movimentam para criar o reflexo da água. O espetáculo é baseado no livro de Edson Natale, que recebeu selo da ONU e estreia no Teatro Aliança Francesa no mês da criança, tratando do tema de forma leve e divertida

O raríssimo peixe milenar da espécie “orelha” já viveu muitos perigos nas águas brasileiras: bebeu do óleo de navios, foi atropelado por sofás jogados nos rios e vivenciou o desvio de bacias hidrográficas importantes de nosso ecossistema. Com essa experiência e sua sabedoria, o Peixe-Orelha quer conscientizar todos os seres aquáticos (e os humanos) sobre os perigos do consumo desenfreado e da poluição aquática.

Este é o mote do espetáculo infantil A História do Incrível Peixe-Orelha, dirigido por Kleber Montanheiro (melhor diretor APCA, 2008 e FEMSA, 2009). No elenco, Alessandra Vertamatti, Luciana Ramanzini, Mariana Elisabetsky, Demian Pinto, Edgar Bustamante e Fabiano Augusto.

A montagem é uma adaptação feita pelo dramaturgo Paulo Rogério Lopes do conto homônimo de Edson Natale, escrito em 2003 – que recebeu o selo da Organização das Nações Unidas (ONU) como uma publicação que integrou oficialmente o Ano Internacional da Água Potável. Com isso, a obra recebeu o apoio institucional da ONU, que a declarou “uma grande contribuição para a divulgação dos objetivos do Ano Internacional da Água Potável, criado pelas Nações Unidas para conscientizar a população mundial, e em especial os mais jovens, sobre o problema da água em nosso planeta”.

Protegido pelo conselho dos sábios e corajosos anciãos das águas, mares e rios, o lendário Peixe-Orelha é tido como o último de sua espécie e o único capaz de salvar a água do planeta. Isso se faz por meio dos ensinamentos transmitidos pelo peixe que vão desde estatísticas sobre a bacia hidrográfica brasileira – que concentra 8% de toda a água doce existente no mundo –, até informações sobre a quantidade de água gasta em um banho de quinze minutos, para escovar os dentes, lavar a louça ou limpar carros e calçadas.

A encenação é recomendada ao público a partir de 2 anos de idade e priorizou a criação de uma linguagem leve e lúdica que possibilitasse a discussão de um assunto de grande urgência e seriedade de forma divertida, por meio da arte.